sábado, 21 de junho de 2014

Professor



Na labuta na peleja
Se vamos às ruas
Vamos ensinar lutas

Se vamos a escola
Vamos levar esperanças
Como alguns
Não as tiveram quando crianças

Ossos do ofício meu irmão

Tem mais gente querendo
Ser contraventor que professor
Encher o bolso
E gastar em baixo dos braços do redentor

Pelas ilusões que construímos no dia a dia

Aquele que fora chamado de louco
Quando escolhera o abandonado espaço escolar
Para criar sonhos
Ou fazê-los realizar
Hoje são corpos arrastados pelo asfalto
Pelas mentiras dos negócios
E das aulas mercadorias!
Rio de Janeiro, 21/06/2012.
Edgar de C. Santana

quinta-feira, 19 de junho de 2014

De favor

Favor
Favorecido despedido
Num mundo ruído
Ouço despercebido
Uma sensação sem sentido

Suporto pra dentro
Tua fumaça amarga
Minhas cinzas caem
Na calçada
Passo pouso vou
Norte sul rumo morada
Favor me fala
Calada onde devia estar
Não estou

Me expulsa o olhar
Me repulsa puro voar
Não ha ninho nem outro lugar
Só um outro Porto

E depois navegar

Rio de Janeiro, 19/06/2014
Edgar de C. Santana

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Flores rumos

Diz que olhas em outras feições 
Em outros rumos noites 
Nortes e paixões 
Onde pode o mundo 
Longe onde foges 
Flores rumos oriente 
De medo não me encontro. 
Brusco onde procuro 
Olhar que me aquém 
Me aqueça 
Nas falhas falas braços 
Indiferentes aos teus 
Logo louco meu amor é pouco 
Sejam poucos quantos 
Forem os teus beijos 
Em algum lugar Onde fui e fomos esquecidos 
Em teus olhos nosso aflorar
 Nosso correr nosso amar 
Já não lhe é reconhecido

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Coxinhas e café com leite

Eu grito Eu grito Eu xingo Me esqueço Do que sou, Como eu quero Meu grito pelas janelas Não é um qualquer É uma força e um amor E uma dor que quer sair, Desabar, desaguar, E seja como for Vou gritar até fim, Comendo coxinhas E café com leite. Se você não entende, Desculpe, O tempo passou, Secou, tudo secou, Mas meu riso luta!

domingo, 8 de junho de 2014

O amor na porta de nossas casas,
Que não nos deixa morrer na ilusão
Ser só,
Numa última estrada?

Onde todos os sonhos se desfazem,
Pelo que não se apresenta mas como verdade
Mas como verdades
Opções e porções de verdade

Em nossas retinas.

E o amor que bate em nossas portas,
E chama e quer entrar
E que quer invadir

E quer nos acalmar e nos deixar loucos
De tanto amar,

E serve assim minha poesia a abrir olhos?
E serve assim esses versos desafinados a desiludir?

E serve-nos de uma paradoxo qualquer?


Rio de Janeiro, 08/06/2014.
Edgar de C. Santana
Gota a Gota,
Cai lágrima, deixa cair,
Cada uma guarda
Uma parte de cada sonho.

Deixa cair,
Um filho na cabeça de um pai,
Um sonho qualquer
Desses que passam por nós

Envolto e protegido num sonho,
Envolto e lutando e crescendo
Primeiros meses de muitos anos de luta

Primeiros meses semeando não o amor
Mas a expectativa de amar
Cada suor, cada trabalho,
Cada calçada varrida

Para que em chão limpos
O sonho possa engatinhar.

Rio de Janeiro, 08/06/2014
Edgar de C. Santana



O úmido
O suco,
Pelo ser que se espalha em mim
De fora pra dentro.

O ser que se espalha em mim,
Pelo líquido,
Pelo sopro de amor
Pelo sopro do rejeito

Pelos túneis esquecidos,
Do que não é alma.

A alma vem depois
Depois ela cai,
Meio sem querer,
Em nossas cabeças

De algumas estrelas que olhamos
Quando ganhamos tempo,
Ou de uma lágrima
Do Sonho de um pai.

Ela vêm com uma chuva,
Gota a gota,
Não pode haver mais de uma gota
Para que não afogue.

E depois vem nos querer fazer sorrir...

Rio de Janeiro, 08/06/2014
Edgar de C. Santana