terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Epístola sem autoria



  Eu não sei, afinal: quando a vida se colocou na forma da trindade? Eu sou uma trindade e assim dizem. Passado, Presente e Futuro, mesmo corpo, uma trindade. "Eu não sou de nada" ecoando nos ouvidos, e depois um Mar! Esse de nada sempre mergulhando no desconhecido, tão aclamado pelas artes. O conhecimento é arte do desconhecido, tendo como princípio um conhecido. As dores e as labutas, afetos e desafetos, e todas as dualidades e seus meio-termo. 
  Cada um intui algo sobre mim, sabe o que direi amanhã, o que será de mim, o que vai me acontecer. Sabem se vou ficar ou se vou embora, a lágrima que derrubo enquanto digito este fragmento, enquanto me vêm a imagem de certos risos que dei. 
  Um Edgar que ri. Então alguém se surpreende com algo que digo ou faço. Ela não esperava, é uma surpresa, e se ela é boa ou ruim, são valores seus, ou dos meios pelos quais você possui afinidade (É possível escapar de Nietzsche aqui?) Qualquer nome que eu cite, estará aqui citado. Não é que tudo tenha sido inventado. é que todas as palavras do mundo eu já li. só não lembro. Ao menos por hora, todas as palavras do mundo que preciso para escrever, eu já li. Não, não é um plágio, é a minha intuição. Não é a porta fechada ou aberta, mas é a porta que nem está fechada e que nem está aberta.  Por isso, um dia você se surpreende comigo, a intuição nas pessoas é um vicio, as vezes te faz perceber que só uma parte da minha trindade estava sob sua perspectivava, e uma perspectiva um tanto fechada, seja para lhe desviar, seja para me encontrar. seja para ficar no meio do caminho.
  O passado é a certeza sempre incerta. O Presente um seguro constante inseguro. O futuro, um subjetivo que se objetiva. também vale o reverso para ambos...
  Você sabia que eu ia embora, e talvez tenha ficado presa no como. Talvez não lhe importasse o quando. Eu fico com a intuição que você está vazia. que você intui algo que não aconteceu. ou você não tenha sentido que iria acontecer. O desconhecido te apresentou uma janela. Nunca se esqueça que a fuga pela janela, é mais chamativa que a saída por uma porta. 
  Eu fico com a sensação de vazio. algo que está faltando, não está ligado. é como se fosse ontem. Já ouvi senhoras de 80 anos dizerem que parece que foi ontem que estavam com seus filhos no colo. Claro, uma experiência como essa, seria inesquecível. Será? Podemos acreditar mesmo que a Memória seja algo tão determinista? Até mesmo essa lembrança poderia ter sido esquecida. A quem diga que sociedades antigas não se apegavam muito aos seus recém-nascidos (índices de mortalidade infantil). Então será que os pais guardavam a lembrança do nascimento do filho? falei de mães, mas quantos pais lembram ou falam da primeira vez que viu seus filhos? Nunca ouvi...
  A continuidade da lembrança! Ela acontece, essa trindade acontece loucamente todos os dias nas nossas vidas. As vezes a esquecemos como esquecemos de tomar banho, ou quando esquecemos de responder uma carta de um amigo querido que há tempos não falamos. 
  O passado acontece na medida que futuro acontece, Li certa vez que o sol e a lua, cansados da sua separação, cruzaram por dentro do Mar, isso aconteceu quando descobriram que na verdade eles nunca se separaram.
  Talvez, basta escolher, quem é sol e quem é lua. a escolha afinal, a escolha é algo do presente. As vezes eu penso que certas pessoas intuem que vou cometer suicídio. Se vou ou não, fato é que é uma escolha, e por estranho que pareça, não apenas minha. Quem dera que fosse! Quem dera que os altos índices de suicídio ocorressem, não por uma escolha coletiva, intencional, mas individual. Não é que seja impossível que pessoas se matem pela sua escolha, mas é que as escolhas se dão no presente, e essas escolhas são influenciadas...
  Deixo as minhas reticências, pois a trindade é cheia delas. Seja pelas escolhas que não são clarificadas pelo passado, ou para este mesmo futuro que não sabemos se elas ocorrerão. Por isso elas são tão exatas no presente, se o futuro é mãe de todas as escolhas, então ele foi escolhido dessa forma no presente.
  O sol e a lua se encontram no Mar, eu de nada me encontro no mar. Meu peito cheio de melancolia. Eu não tenho mais perspectiva no futuro, mas há quem intui que eu vá rir muito, e ser muito feliz nesse futuro. Eles sabem que isso é verdade, eu não sei. Eles intuem a chegada do caminho, uma chegada que não vislumbro, eles intuem o que eu não intuo. Mas minha intuição, ela não chega até eles. eles, são as pessoas que me vêm a memória, todas que passaram pela minha vida. um vulcão de pessoas e de histórias se irrompem. 
  Se não fosse a razão, não chegaríamos a lugar algum como sociedade humana. Tudo bem, e onde chegamos diz tudo? O sentir sobre algo nunca ficou de fora do jogo, sempre esteve presente, até na mais brilhante das razões. Ou, até na maior falta de escrúpulos ao se bater o martelo. Quando pinturas antigas pintavam Adão e Eva será que os cristãos viam o umbigo nelas pintado? É um conjunto. Eu vou ao meu passado, e nessa viagem de volta, eu ainda não sei como modificá-lo! Ou saiba, ou quem intui ainda não foi sincero, e se omite em dizer. Mas eu volto, como vou no meu futuro. É difícil, é praticamente impossível trazer os números da loteria, tanto quanto reviver um ente querido. Se fosse tão simples, eu já teria feito. Afinal, no presente, ainda não vi quem topasse com um bilhete premiado no chão... Exceto, em romances...
  É a minha trindade. E essa trindade sob influencia do nós. Desatar um nó por si já é complicado, imagina vários nós? Os que lembro e os que não lembro, os que conheço e os que desconheço, os que desatei ontem, e hoje estão atados! 
De nada para o mar... 

  Não é eu que ande esses "Tempos", é que eles aparecem assim, "do nada" eles acontecem. Eu sei, eu tenho a intuição, mas a memória me faz esquecer. Então um cheiro, uma cena de filme, uma música conseguem nos levar para algum lugar, ou trazê-los até a gente. Prefiro dizer que esse "do nada" seja nossa essência, uma essência que continua, algo perpassa, atravassa nossa realidade. Talvez seja ela feita de matéria, talvez de espírito. Eu não sou filósofo para conceituá-la ou cientista para categorizá-la. Ela perpassa a realização. Ora, então isso encerra a Utopia? A Utopia é uma busca constante pela perfeição, e ainda vulgarizada e pejorativa. ela é base para tudo o que vivemos hoje. inclusive, inclusive, ao tomá-la pejorativa, deixamos de buscar a nossa própria melhoria, seja coletiva, ou individual.
  Sim, a realização não filtra, pelo contrário nos leva. Certa vez falei com uma pessoa, até o último instante, até o último momento em que ela fosse precisar de mim, até a última carta. óbvio, que seu passo seguinte seria me esquecer... errado, o passo não é esquecer. o passo é negar! Negar esse passado. Camus dizia algo como somos feitos do negar. E como! Viciamos nossa intuição. eu vicio a minha, ou teimo em fazer não pensar, que essa mesma pessoa, caso venha me procurar, seja não para conversar comigo, não para saber de mim, mas, e tão somente para o seu precisar.
  Não vejo como egoísmo, óbvio! eu vejo como necessidade, mas são os meus valores, cada um, tem os seus. para esse sujeito que citei ( nem tão meus assim). A sua intuição está viciada num outro ponto. O de que eu sempre vou estar aqui "Até que a morte nos separe". Eu estarei aqui no que eu puder. afinal, é uma existência em sua caminhada;
  Um outro sujeito disse que eu procrastinava no livro que eu estava escrevendo. Para esse sujeito, eu já deveria ter publicado. Me perguntou várias vezes se eu já havia terminado... Ainda que eu dissesse que sim, minha intuição diria que não. Na minha intuição, enquanto eu pudesse escrever um livro, até mesmo o livro que eu já tivesse publicado, eu ainda o estaria escrevendo. Para essa pessoa, sem perceber, seu olhar esta preso ao que terminou, enquanto eu penso na continuidade, no que permanece. Novamente, não há demérito (Novamente, são meus valores) meu e desse outro sujeito, estamos no mesmo ponto. olhando para o mesmo lugar, com olhares distintos. Ela, essa pessoa, sempre diz que o que lhe importa é o caminho. Mas nessa hora, não foi na realização que ela colocou "O que lhe importa"...

Bom, caso eu receba alguma carta de um desconhecido, eu posto aqui. Tendo um tempinho, faço as devidas correções que quase nunca faço.

Saudações

Edgar Carsan



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Harmonia de fachada (Pelo menos harmonia)

Luzes de natal começam a aparecer. Uma diversidade de cores chamando harmonia. Uma depois outra começam acender... e depois ascender, quem sabe? Reparo o piscar, meu pulso tenta acompanhar seu pulso, ora numa leveza, ora numa explosão de cores... e então, meu pulso se confunde. Realmente eu desejei permanecer no mesmo ritmo, mas a minha atenção fica se desviando lá e cá, afinal num instante acende-se a de luz verde, e apagam-se as vermelhas. quando ambas se apagam, acende-se as amarelas. perco o ritmo, me irrito. 
Foco nas mais pobrezinhas, são poucas lampadas, uma cor só, amarela, quase não pisca. ah, mas que coisa ser pobre, tantas luzes ricas pela cidade, e justamente a que eu me foco tem uma lampada queimada. sim, ela se queimou, se apagou, e algo dentro de mim também se apagada. 
Fico triste, muito triste, sem foco para harmonia. Eu sei, elas estão ali. Por exemplo, as que não piscam, elas ficam estáticas, uma noite inteira, semanas, mas parece que me cegam, eu começo a piscar repetidas vezes, e quando vejo estou incomodado, falta alguma coisa nelas, talvez seja o seu piscar...
Certamente não sou o único a reparar nessas luzes, a toda a beleza e harmonia que elas inspiram. mas ando com os meus olhos meio desfocados. 
Eu nem sempre fui assim, meu olhar sempre foi atencioso, mas olhava a casa dos outros, e não cuidava do meu próprio corpo. Sou, ou era como muitos, algo cultural, olhar para o outro, esquecer-se de si, e de repente, não são as suas, mas sim as luzes do outro a piscar em você. Como seu corpo sendo dominado, que mente pode ser sã, harmônica, quando o corpo foi aprisionado? Imagino que tenha sido cultural essa minha coisa te der perdido o corpo, e talvez, ainda que as luzes me chamem, elas não me apetecem mais... 
Talvez hoje meu corpo seja uma prisão em minha mente, afinal, estou só. Mas também, percebo que estou voltando nos tempos idos que meu corpo era meu, e minha mente fazia o que queria, era livre, era branda e leve, com sua tristeza juvenil, naquela época eu também era só, mas a tristeza vinha com a mesma facilidade que ia embora (coisa juvenil).
Como cheguei neste ponto que estou hoje? Não sei dizer, tive tantos afetos e desafetos... acho que o que ficou em mim foram os desafetos..
As luzes estão piscando, vou olhar um pouco mais, fumar meu cigarro, ver um pouco de uma harmonia de fachada, afinal, eu sei, nós sabemos, há quantas o palavra amor nos corpos e mentes... nós sabemos...

Rio de Janeiro, 14/11/2017
Carsan
 


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Noite passada tive um sonho

    Noite passada sonhei que estávamos no rio ou no mar, tanto faz, não lembro direito. Estávamos nus eu e meus afetos e desafetos. Não havia uma alegria que não pudesse ser vivenciada, encontros que não conseguimos alcançar no dia a dia. Meus olhos, ainda pesados de sono, se abriram, eu sorri um sorriso pouco desperto. Eu estou despertando contra a minha vontade para uma realidade paralela. Preferia estar dormindo, mas não dá. continuar é difícil, uma pressão contrária, peso no peito, traumas na consciência. Tratar-se: Pondera! Parece não existir tratamento para os miseráveis enquanto eles forem úteis. Estou a despertar, quero continuar dormindo... quero dormir... há um lugar para mim enquanto durmo... por toda a vida, para sempre... dormir... Meus olhos ainda pesam de sono.. dormir.. estou despertando...


Rio de Janeiro, 09/11/2017.
Carsan

sexta-feira, 17 de março de 2017

Som correnteza
De um silêncio
Profundo...
Quanto silêncio é preciso
Para ouvir este som?
Removendo terra
Montanha
Entrando um
Dentro outro
Não ser tudo
E não ser nada
E ainda ser...

A fonte jorrando do
Par dos meus olhos
Não são como outras
A cachoeira não é a mesma
A cachoeira...
... Dos meus olhos se cumpriu
Como a uma vontade de gritar
Talvez dizer te amo
Ou então permanecer
Em silêncio...

Contagiado em poesia
Cantar a tudo
Olhar o rio a sua frente
E no seu lugar: árvores

Mas o som,
Rompendo o silêncio
Do rio faz ver meu rio
Eu "sô" rio
Hora tranquilo
Hora agressivo
Que irrompe pelas margens
Dos teus olhos

Cubro-me
De árvores
Faço-me floresta em volta
Galhos para aquecer-te
Minha fogueira...

Eu sou as águas
Cortando toda a cidade
Montanha pra baixo
Beijando os lábios do mar
Nele me deixando entrar
Ondas deixo-me ser

Então,
Uma barquinho de papel
Da criança que o fez navio
Levo embora
A criança alegre vendo-o ir
Eu, o horizonte a dentro
Que adentra o barquinho...

Edgar Carsan
Itatiaia, 18/03/2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

Um Repentino Encontro

A insonia que por anos
Roubou meus sonhos
Hoje não me visita mais

Quando um turbilhão de
Imagens rodopiavam
Minha mente

Uma frágil abelinha
Fez de pouso minha pele
De caminho os pelos dos braços
Com suas patinhas finas, seguiu
Até a palma da minha mão

Num primeiro instante
Com a fumaça do cigarro
Quis espantá-la,
Afinal,
Não poderia ela machucar-me?

Mas ela insistiu
E nem precisou muito
Para me passear
Exceto que eu a deixasse a vontade

Que eu a perguntasse:
"Está bem, o que quer dizer e fazer?"

Claro, uma abelha, ainda que inofensiva
faz doer qualquer um

Tão delicadas as suas patas,
Suas asinhas miúdas
Uma cabeça que parecia um olho só
De tantos olhos que ela possui
E então, para minha surpresa
Ela não tinha o seu temido ferrão

Eu ri!

A fala dela, eu não pude ouvir,
Não sei o que disse
Não sei o que queria me contar
A sua linguagem não aprendi
E talvez não entendesse a minha
Nem que eu queria lhe contar

E então ela partiu,
Talvez para alguma flor
Ou para a colmeia
Que há alguns anos se estabeleceu
Embaixo da minha escada...

Ela foi, me fazendo lembrar
Que a noite
Os sonhos vinham me visitar
O equilíbrio estava em seu lugar
Ainda que frágil, como ela
Mas os risos cheios de contágio
E a vontade, o querer
Ser como ela,
Sei que é difícil!

Temos a mesma linguagem de humanos
Por vezes somos incompreendidos
Ora mudos
Ora incomunicáveis
Com o que nos acalenta
Com o que nos reprime

Porém,  quem sabe para a abelha
Também não fui um desses que machuca
Com um peteleco?

E assim como ela me fez um carinho nos pelos
Os pelos lhes serviram como um divertimento?
E depois a sua patinha apertou a minha mão
Num gesto de AMIZADE!

E um pouco confusa,
Como eu,
Ela também tenha ficado

Mas que tenha nos levado a
Algo mais com um repentino encontro

Talvez,
Esqueceremos um ao outro
Não lembraremos
Deste simples acontecimento
Em dias futuros

Mas quem sabe, não seja este
O sentido de muitos encontros?
Sem precisar-se inesquecível,
Nos tira do limite o olhar
O Medo do algo que não há
E a calmaria de um outro lembrar...



Rio de Janeiro, 08 de Março de 2017
Edgar Carsan










terça-feira, 15 de novembro de 2016

Fragmentos de Cereja

         Uns se matam nos seus desejos, outros de tanto trabalhar para realizá-los.... Dia a dia nos matamos... apodrecemos... Ele tentava disfarçar, esconder as mentiras separadas dos braços, juntar cacos. Morríamos juntos todo dia ao som do despertador... Ele buscava esconder a mentira, era tão medonha a verdade que se achavam perseguidos... Quem pode sustentar por tanto tempo seu véu? Quem pode evitar de falar do sebo das artérias? A olhos por todos os lados... Um satélite filma o amor escondido nos quartos de hotéis, nos bordéis, na esquina... Ela vivia assim, tentando esconder as poeiras da sala de visitas... Ela já não suporta tanto... Ela se vê enfim, mórbida na vida... Mas quem pode ser mórbido? Quem poderia viver sem ter nada a expressar... o mendigo? o louco? O desesperado? Esses são realmente mórbidos? O amor vai embora... a prudência se perde e Pandora soltou a esperança no mundo.... Há esperança? Há como esperar? Como esperar? Como espera cegamente? Ela cansou de esperar, servindo apenas as cerejas na janela, e todos os curiosos, querendo saber o porque daquilo, das cerejas na janela, tanta foi a curiosidade sobre as cerejas que não viram que a cabeça estava fora do corpo, o corpo estava desfalecido.... não reparavam que ela simplesmente estava entregue e aprisionada a mesmice comum do dia a dia.... ele, que esperava que os pés pudessem superar montanhas, esfolou seus joelhos por achar que poderia transpô-las sozinho... os outros? Alguns pagaram por um lugar cativo e investiram no écran que lhes cegava... Mas a maioria nada mais fizeram do que tirar um cochilo enquanto as luzes não ascendiam...


Rio de Janeiro, Novembro de 2011
Edgar Carsan

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Para que as nuvens não tapem..

Então plantemos uma árvore
Façamos uma viagem
Ou fiquemos em casa somente...

Lembro-me de ouvir
A tua gargalhada
E nela espalhada
A nudez da sua alma

Hoje leio teu gargalhar
E desejo que o mesmo seja
Ainda que árduas as tarefas

São tempos difíceis para
Os sonhadores
E já viu sonhador deixar de sonhar?

Cada um tem o seu sonho,
E ainda que não lembres do teu,
Caso goste de ouvir
Tens os meus,
Tanto os sonhos quanto os ouvidos...

Se for para falar a língua dos homens
Que sejam em nossos corações
Ouvidos à amizade

Estarei por aqui,
Sou uma estrela viva
Lutando, perdoe cada erro meu
Ou cada palavra dura
Que eu tenha dito
Faço o mesmo por ti
E tão rápido quanto o for

Para que as nuvens
Da minha vista não tapem
A estrela que é...

Rua a rua, a cada esquina
A vida trôpega, as vezes,
Quando então,
Puderes, e quiseres me encontrar,
Não desista, encontre,
Quanto a mim,
Faço o mesmo,
Para que então hajam ruas
Aonde livremente eu possa caminhar

Pois a Vida,
Deus,
Nirvana, enfim,
Tem, por acaso
Um destino, Calculado
Na conta Matemática
Da Poesia...

Rio de Janeiro, 09/11/2016
Carsan