terça-feira, 13 de maio de 2014

Os homens terão de buscar, na adoção, a solução para suas companhia conforme as mulheres, cada vez mais se libertarem das opressões machistas, e cada vez menos os tiverem. Um filho é um companheiro para as mães, isso é fato, porém, homens não podem parir. E não, não penso que todas mulheres têm filhos apenas em função da  opressão machista, não falo de todas as mulheres, mas falo da maioria dos homens que não quiserem viver em solidão.

Edgar de C. Santana
13/05/2014


Téo silenciou sua voz quando começou a acreditar que reprimia a liberdade alheia de ser egoísta. A partir de então, começou a perceber que não era o seu questionamento que reprimia, mas era justamente o egoísmo alheio o maior repressor. Viu, que neste exagero mundano de liberdade individualista, ele era sufocado. Podemos calar a nossa voz, mas alma e cabeça, não se calam tão facilmente, pelo menos não para Téo.

No entanto, fraco, partiu para sua dolorosa jornada de solidão e amar reprimido.

Edgar de C. Santana
13/05/2014

domingo, 11 de maio de 2014

Não sabia se havia dormido, lembrou que quando olhou no relógio eram duas da manhã, levantou de novo, e era cinco "Eu dormi?" "Dormi de olhos abertos?", os pensamentos sobre a mesma coisa passavam rápidos, com uma flecha, em sua solidão, sempre no mesmo foco. Seus gritos loucos, somente ela ouvia, e ouvia como resposta os ruídos da noite, a porta que se movia, um tossir em algum canto qualquer, o relógio no pulso.
"Os homens dormem" em sua paixão pela humanidade ela sussurrava,  "homens dormem livremente, mas eu fico acordada livremente em minha insônia". Para que dormir? O dia seguinte lhe seria sôfrego de uma maneira ou de outra, e ela riria do mesmo jeito, e se dormisse acordaria cansada como no dia anterior, "Para que dormir?" Poderia passar noites vagando para lá e para cá, fumando seus cigarros, e pensando na vida, mas dormia algumas poucas horas, quando estava próximo da aurora, e dormia como se não houvessem mas dias. "Seria melhor que fosse assim, mas viver é preciso, toda dor e todo o amor é razão de existência". Mas nossas dores e amores não duram muito, são frágeis e enjoativas, são como produtos que trocamos a cada estação, são como pessoas que fingimos amar por alguns meses e depois cansamos, e fingimos sentir amor, ou dor, sem tocar, sem abraço, com o máximo de distanciamento da vida.
Nesta hora ela se perde em seus sentimentos, afinal, são cinco da manhã. Vai para cama, se sente feliz, quer que o sol chegue logo, e dormindo, ela diz, para ninguém, ou para si mesma, eu te amo.... amo.

Edgar de C. Santana
Somos o que somos
Sem acalento
Sem frio na barriga
Sem ar

Somos o que somos
Somos mãe com filho na barriga
Buscando acalentar o que não acalenta
Buscando cuidar o que não cuida

Se somos tão pouco
Então ser tão pouco já é muito.

terça-feira, 22 de abril de 2014

LAETITIA

Falo, grafo,
Há de se ter notícia
Uma alegria,
Uma dessas plenas
Laetitia do Latim

Do Grego que sua mente dizia,
Me confundia com o
Aramaico que minha corôa pregava

O que Sincretia em mim,
Não era Repelida pelo contrário que eu dizia,
É onde me unia

E hoje, das terras vastas,
Uma plena alegria
De fazer poesia

Esta hora puxo até o inglês
Let me Let me Let me
Fazer poesia,
Tel e Telefonia do marte muda

A voz indiscreta
Nova notícia

Num verso único colocar
Pastor e Pai de Santo casados

Sincretias de Laetitias
Em Grego, Aramaico e Latim
Sambarmos e ela cantar a mim
Dizendo que amo a plena alegria

Só ela sabe do que falo
E só ela me entende assim.

22\04\2014

Edgar de C. Santana

terça-feira, 15 de abril de 2014

Túmulos e Trombetas


E ainda temos que ter força, e ainda temos que lutar pelo que é nosso, e ainda temos que dialogar, o que queremos não está onde estamos.

Ruas erradas? Qual é o caminho do que é prometido?

Digo o que vem do coração, digo o que vem da minha razão. Ouvimos que somos capazes apenas pelo que falamos. São tão poucos que são apenas pelo o que são e não pelo que dizem, acho que não conheci quem assim fosse, ou se conheci, não soube que assim era.

Um menino no meio da estrada, eu olho seus cabelos e seu lábio sorridente, ele me faz olhar para onde estamos, e onde desejaríamos estar, e os sonhos infantis deste menino não foram ouvidos desde cedo, não lhe deram atenção, e não importa, por que ele dizia, dizer é o que importa!

O que importa é dizer, dando segurança a quem lhe confia vidas. São mais seguras as palavras que atitudes a serem tomadas

E temos que ouvir nossa própria dor em outras bocas... eu não deveria ter dor alguma, não essa dor, mas a minha não me basta, quero saber da tua, e rir ferido pela tua dor que me culpa.

Somos confusos confundindo, só os confusos se confundem. Não desejamos mas acordar, precisamos de dormir, de sermos sós, que ninguém jogue em nossa cara, mas por favor, dê-lhe o direito de jogar na nossa cara nossa vergonha.

Porém, digo-lhe que não sou feliz, não me sinto bem em ser alegre ou brincalhão, se assim sou, não é o que gostaria ser, a vida foge do controle, ora, não dominamos nem a nossa própria vida, como dominaremos a outra?

Eu te dou isso, então subjugue-se a minha verdade ou perderás!

Você não é melhor do que eu por falar bem, por dizer o que qualquer um poderia ter dito e não disse, o mundo orgânico vive, todos dependem de todos.

Mentira! Minha dor não depende de ti, trago-lhes risos falsos numa novidade repetida, Neste convívio comum, reina-se o bom senso! Para mim, que me enxergo em nós, penso que o bom senso assim o deixa de ser quando se torna vulgar!

Você me dá isso, mas eu trago a minha verdade por ti esquecida, por ti não olhada, ouvindo teu silêncio ouvia minha fala,

E hoje, os calados reinam e destroem mais com um suspiro, com algumas poucas palavras,

Hoje os calados me derrotaram,

Porém, não com suas verdades, mas com suas mentiras!

Edgar de C. Santana

15/05/2014

sábado, 12 de abril de 2014

Sem sorte de vida?

E onde está o amor prometido?
Dito pelos séculos e séculos
Eras antes de Zeus, Golias ou Cristo?

Onde está o que era coletivo
E agora virou o próprio umbigo?

Não era o individualismo uma coisa boa?

Cadê o enriquecimento prometido?
Aquele que se eu trabalhasse muito
E muito estudasse eu teria?

Tá certo, hoje a palavra é empreendedor,
E aí, sua família será unida,
Terá filhos e filhas ótimos,
Uma esposa princesa feita de plástico
Uma babá, e será o herói de todos

Cadê o vencedor prometido
Que me disseram que se eu fosse empreendedor eu ganharia?

Tudo era uma grande mentira,
Não passei de um anti herói a escrever poesia,

Dou-lhes o privilégio de dizer que sou um grande burro
Afinal, estudei, trabalhei empreendi, me endividei,

E não vi nada do que diziam
Sobre  Eldorado, Terra Prometida ou
Deus ajuda quem cedo madrugada!

E posso aproveitar aqui
Que quase todo o individualismo
É um continente de lixo no Pacífico.

E não sou só eu,
Somos uma maioria....

A maioria sem sorte de vida!

Edgar de C. Santana
14/04/2014